Declaro-me cético. Cultivo uma descrença apriorística que impede desilusões, porém não afasta a tristeza.
Refiro-me ao PT – Partidos dos Trabalhadores.
No passado (1989 e 1994) eu acreditava. O desenrolar dos anos e o gosto pela racionalidade tornaram-me cético. Parei de acreditar, mas mantive o hábito de votar no 13. Confesso que em 2002 uma ponta de credulidade surgiu, mas longe da empolgação dos meus dezessete anos, quando gritei palavras contra o “caçador de marajás” e conquistei um autógrafo do metalúrgico em uma bandeira vermelha.
Em 2006 eu já era um cético, um desiludido de antemão, mas com a percepção racional à flor da pele. A racionalidade me fez ver os índices positivos e a ter respeito pela governança.
Mas, hoje estou confuso, pois a razão cética não é suficiente para me fazer compreender porque o metalúrgico protegeu o acadêmico imortal.
Causou-me nojo saber que no parlamento há contratações secretas, dentre as quais a de uma aspirante à modelo, filha de um ex-ministro, e a do ex-namorado da neta do imortal.
Mas a proteção dada pelo metalúrgico, deixou-me triste, o que é bem pior do que a desilusão que eu teria, caso ainda fosse crente.
É isso,
Eddie Sagan

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