sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Socorro!!!!!!!!

Notícia no portal Terra:

O grupo musical Sexy Dolls, formado por Sabrina Boing Boing, Carol Miranda e Julia Paes, disse, em entrevista ao Terra, que não seguirá a carreira de atriz pornô. "Nós não faremos mais o trabalho do passado", afirmou Julia.

Elas vão se focar apenas na música (funk, eu acho).

SOCORRRROOOOOOO!!!!!!

Não basta a invasão dos pseudo-roqueiros (NXzero e similares), agora teremos que conviver com ex-atrizes pornôs que se acham hábeis a entoar melodias.

Alguém faça algo, por favor.

Eddie Sagan.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cadê o letrista?

Hoje a menina de bolha perguntou: o que aconteceu com as letras do pop/rock nacional?

Lembrávamos de como são interessantes as letras de Cazuza e Renato Russo. Ligar o rádio e ouvir NXzero ou Fresno é triste (para não falar aquele palavrinha que começa com F).

Talvez o mundo hoje não seja tão problemático ou depressivo como nos anos oitenta do século passado. Será que falta o que ter com que se revoltar, como já disse Roger.

Por que hoje é tão difícil fazer uma música sem rimas pobres e letras rasas, que mais parecem redações de alunos do ensino fundamental. Será que falta inteligência:

Só para comparar, um pequeno trecho de uma música do Fresno (Não Quero Lembrar):

Não, eu não quero lembrar
Que alguém que não te quer
Está ocupando o meu lugar

Nossa, que horror!

Agora um trecho de uma música da Legião (Daniel na Cova dos Leões):

Mas, tão certo quanto o erro de ser barco
A motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque não vemos

Alguém tem dúvidas?

Vou apelar: um pouquinho de NXzero (Pela Última Vez):

Não!
Eu não vou te deixar
Ir embora assim
Nada vai funcionar

Hummmm… rimar “deixar” com “funcionar”. Que perspicácia!

Para salvar a paciência do leitor, Cazuza (O Tempo não Pára):

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

Tudo bem que rimar “nascer” com “morrer” não é um exemplo de poesia, porém, a letra transmite um ódio e um angústia que os meninos de hoje não tem capacidade de expressar.

Renato Russo e Cazuza sabiam transformaram depressão em letras interessantes, raivosas. Tinham o que falar. NXzero e Fresno rimam verbos no infinitivo e conseguem ser mais superficiais do que duplas sertanejas.

As músicas do último disco da Britney e a novidade Lady Gaga são bem melhores do que o romantismo estragado dos pseudo-roqueiros nacionais (quem diria que um dia eu elogiaria e loira-ex-drogada).

O que eu penso: bandas como NXzero e Fresno deviam ser proibidas de usar guitarras, pois esse é um instrumento sagrado. Deviam ser impedidos de se tatuar, por que isso não é coisa de babaca.

E para finalizar, bandas como Copacabana Club deixam um pouco de esperança para o pop/rock nacional. “Just do it” é muito legal (se bem que as letras são em inglês).

Dá licença que tá começando o Scrap. Acho que a Marimoon sozinha é mais inteligente do que todos os integrantes juntos das falsas bandinhas de pop/rock.

Fui,

Eddie Sagan.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Não quero conversar!

Penso que os sinais são claros.

Se deixo visível que tenho em minha posse um pequeno dispositivo eletrônico conhecido como “tocador de mp3” e os fones de ouvido deste aparelho estão posicionados em meus pavilhões auriculares é por que desejo escutar música, e não conversar.

Tal desejo é potencializado se estou em uma academia de ginástica, pois a única maneira de me manter em uma esteira, feito um camundongo de laboratório, é me deixar escutando um bom heavy metal (Iron Maiden é meu favorito).

Como heavy metal não é música de academia, deixem-me com meu “mp3 player”.

Ontem, durantes meus esforços para evitar o crescimento da protuberância  que se forma em minha região abdominal,  um pastor de uma determinada igreja tentou iniciar um diálogo. Pastores e suas respectivas igrejas me deixam mal-humorado, porém, não sou mal-educado.

Respondi a primeira pergunta: qual o seu nome? Retribui no mesmo tom e, ato contínuo, manuseei o dispositivo eletrônico (talvez ele não tivesse notado) e ajustei o posicionamento dos fones.

Não houve um segundo questionamento.

Provavelmente ele desejava perguntar a razão de eu possuir um pentagrama tatuado no braço (notei que ele olhava para minha tatuagem). Como eu detesto explicar os motivos de minha descrença no mundo divino, bem como minha adoração pelas coisas mundanas, não permiti que a conversa continuasse.

Ou será que eu devia ter explicado que o pentagrama representa um antigo culto pré-helênico à “deusa-mãe” e que, em determinadas ocasiões, realizavam-se celebrações orgiásticas em homenagem à figura central da tríade feminina?

Será que ele iria ficar assustado? Tentaria me exorcizar?

Espero que das próximas vezes ele, ou qualquer outro, entenda que fones nos ouvidos significa “NÃO PERTURBE”.

É isso,

Eddie Sagan.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Cartão Vermelho!

Suplicy mostrou um cartão vermelho para o Excelentíssimo Imortal.

Viva Suplicy.

Os políticos de hoje me enojam. O seu mundo de conversas escusas e conluios secretos se assemelha aos estratagemas políticos do filme que está passando pela milionésima vez na televisão (Gladiador). Tudo por uma única razão: manter-se no poder.

O poder corrompeu o metalúrgico. Por isso eu não esperava.

Chega por hoje,

Eddie Sagan.

domingo, 23 de agosto de 2009

Notícias que mudaram meu domingo.

Quase nada se aproveita de um domingo. Por exemplo, as notícias importantíssimas que li nesta depressiva noite:

1 – “Cicarelli e sua turma se envolveram em uma briga”. Imagina que saco, você sai na noite para se divertir e tem que presenciar uma pseudo-estrela rodando à baiana.

2 – “Sérgio Marone comemora o sucesso do vilão Nicholas”. Não sei quem é esse Sérgio, muito menos o tal de Nicholas. Deve ser de alguma novela, assunto que realmente não me interessa. Ainda não entendi por que li essa notícia!

3 - “Famosas ensinam como usar batom vermelho”. A não-reportagem é de uma inutilidade tremenda, porém, a boca da Scarlett Johansson…NOSSA!!! Também, a beldade tem vermelho até no nome!

4 - “Brasileira está fora da final do Miss Universo”. Que pena… tadinha (tomara que pose para a Playboy)!

5 - “Michael Jackson fez engenharia genética nos filhos”. KKKKKK. Sem comentários.

Tudo isso num domingo em que o Barrichello venceu uma corrida. Acho que é melhor mofar em frente ao videogame.

É isso,

Eddie Sagan.

sábado, 22 de agosto de 2009

Viva o deadline!

Estou caindo de sono e muito cansado, então hoje serei breve.

Viva o deadline, o prazo fatal, a última chance, o “it´s now or never”!

É que realizei uma tarefa, a qual não era obrigado, mas, que para surtisse o efeito desejado, deveria ser realizada impreterivelmente até hoje.

Tive duas semanas para fazê-la, mas foi nos últimos três dia que a criatura tomou forma. Era o deadline mostrando-se, exigindo-se. Sem deadline nada haveria, pois o criador nunca está satisfeito e, em nome de uma perfeição inatingível, postergaria indefinidamente o nascimento da criatura.

Sem o deadline seríamos eternas incubadoras.

É isso,

Eddie Sagan.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Um dia triste…

 

Declaro-me cético. Cultivo uma descrença apriorística que impede desilusões, porém não afasta a tristeza.

Refiro-me ao PT – Partidos dos Trabalhadores.

No passado (1989 e 1994) eu acreditava. O desenrolar dos anos e o gosto pela racionalidade tornaram-me cético. Parei de acreditar, mas mantive o hábito de votar no 13. Confesso que em 2002 uma ponta de credulidade surgiu, mas longe da empolgação dos meus dezessete anos, quando gritei palavras contra o “caçador de marajás” e conquistei um autógrafo do metalúrgico em uma bandeira vermelha.

Em 2006 eu já era um cético, um desiludido de antemão, mas com a percepção racional à flor da pele. A racionalidade me fez ver os índices positivos e a ter respeito pela governança.

Mas, hoje estou confuso, pois a razão cética não é suficiente para me fazer compreender porque o metalúrgico protegeu o acadêmico imortal.

Causou-me nojo saber que no parlamento há contratações secretas, dentre as quais a de uma aspirante à modelo, filha de um ex-ministro, e a do ex-namorado da neta do imortal.

Mas a proteção dada pelo metalúrgico, deixou-me triste, o que é bem pior do que a desilusão que eu teria, caso ainda fosse crente.

É isso,

Eddie Sagan

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pensar cansa. A burrice irrita.

O mau-humor de hoje é tão-só cansaço.

Nos últimos dias tenho pensado muito, no sentido acadêmico mesmo. Isso cansa, principalmente quando, em meio a um surto criativo e intelectual, vejo-me obrigado a dialogar com pessoas burras (no sentido acadêmico).

Para que um surto de idéias dê frutos minimamente aproveitáveis, é necessário que a intelectualidade acadêmica conviva harmoniosamente com a criatividade. Em razão disso, olhos esbugalhados e conversas com um interlocutor imaginário (porém inteligente) tornam-se freqüentes.

A expressão alucinada é uma conseqüência óbvia desse processo, o que assusta aqueles burros que insistem em tomar meu tempo com questionamentos infundados sobre assuntos sem importância.

Pensar cansa, mas satisfaz. Conviver com a burrice, por outro lado, é muito irritante. Hoje vou dormir de mau-humor.

É isso,

Eddie Sagan.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Não, não queremos filhos.

Tudo igual nas Montanhas Luminosas, ou seja, o que está fora do meu reduto continha chato e careta.

Hoje, uma garota simpática, com aproximadamente seis meses de idade, lançou um sorriso babado para a menina da bolha, que, por sua vez, ao reconhecer o sinal de proto-inteligência advindo do pequeno ser vivo da espécie humana, retribuiu o cumprimento. Afinal ser mal-humorada não significa ser mal-educada.

Sim, a menina da bolha é tão mal-humorada quanto eu.

Automaticamente veio a pergunta: quando você vai providenciar um? Um o que? Um bebezinho lindinho! A menina da bolha se aborreceu. Considerando que ela é casada comigo, imaginei que a pergunta me era extensiva, portanto, também fiquei aborrecido.

Sim, irrita, muito a mania das pessoas acharem que casar significa querer ter filhos. Esse é o pensamento da sociedade careta e chata das bandas de cá.

Prefiro ser classificado como um outsider. Para nós, casar pode ser legal e divertido. Sim, é possível ser casado e pegar a estrada só para conferir como está a noite paulistana (saudades de lá). Produzir-se para a balada, freqüentar a subversão esfumaçada e escura, misturar energético na Ice, dançar até o pé inchar, lançar olhares, ser olhado e chegar em casa (ou no hotel) com o dia amanhecendo. Bastam dois requisitos: fazer tudo isso sempre na companhia da cara-metade e não ter filhos.

Filhos são bonitinhos, mas são impeditivos às farras orgiásticas e irresponsáveis. É uma questão de opção: passar acordado em um inferninho se divertindo na companhia de gente bonita, ou passar a noite em claro porque quando o neném fica doente é preciso achar uma farmácia de plantão (lembram quando os Titãs não eram chatos).

Poderemos mudar de idéia um dia, mas, por enquanto, eu a menina da bolha preferimos as loucuras das diversões noturnas do que a responsabilidade de educar pequenos seres vivos da espécie humana. Optamos pela felicidade.

A propósito, quando alguém nos lança um olhar de reprovação e diz que parecemos um casal de namorados adolescentes, sentimos satisfação.

É isso,

Eddie Sagan

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pedágio Divino.

Olá, viventes do globo azul!

Inicialmente, desejo comunicar minha satisfação pela visita virtual do Menininho do Canto B. Pessoa de língua afiada e mente criativa que possui um nível de mau-humor exclusivo dos que são mais elevados. Beijos meus e da menina da bolha.

Passado o momento de polidez, sigo ao mau-humor diário. Circulou na rede: "Jesus é o caminho, Edir é o pedágio". Como alguém consegue acreditar no profeta Macedo? É mais fácil crer no Jesus da Madonna do que no Jesus da Universal.

Mr. Macedo é o de maior expressão, mas não é o único. A quantidade de mensageiros divinos espalhados pelos canais de rádio e televisão é irritante, e todos, absolutamente todos, deixam-me de muito mau-humor. Deus deve ter um "quê" de político ou de lobista, pois todos esses canais são concessões públicas. Ou será que foram permitidos por um ato secreto do Senado?

Até quando a humanidade vai acreditar na existência de um ser divino que nos governa e delega a profetas o dever de nos guiar no planeta terra? Talvez minha maior utopia seja um mundo ateu.

Esse assunto me cansa e, apesar das boas piadas, já não consigo rir. O mau-humor aqui é realmente sério.

Boa noite.
Eddie Sagan.

domingo, 16 de agosto de 2009

A BC-D

Direto das Montanhas Luminosas.

Sim, domingo causa mau-humor. Costuma iniciar com a ressaca causada pela noite de sábado. Então vem a vontade de Ir ao cinema, mas encontrar pré-adolescentes e crianças perambulando (e gritando) ao seu redor é torturante. Ficar em casa, diante da televisão é convite ao suicídio. Será que existe algo pior que a programação televisiva das tardes de domingo?

A menina da bolha (minha esposa) me salvaria, se também não estivesse acometida de BC-D - “Bundice Crônica do tipo Domingueira”.

Continuo a busca pela compreensão sobre o capital transnacional, enquanto leio que Ivete exige microfone exclusivo, Brad pára de fumar maconha, Carol Ferraz (posso de chamar de Carol?) é simpática com os fãs e a Coréia do Norte promete detonar o Tio Sam com supositórios atômicos. Tomar conhecimento de coisas tão importantes potencializa a BC-D.

E, obviamente, BC-D causa mau-humor.

Além disso, Heidi Montag, capa da playboy gringa, afirma que tem de vinte a trinta orgasmos por dia. Credo, se a menina da bolha lê isso é capaz de exigir tratamento igualitário e organizar um movimento “pró duas dezenas de orgasmos diários”. Tô lascado.

Amanhã é segunda. A BC-D tá bombando.

Fui.

Eddie Sagan

sábado, 15 de agosto de 2009

Jornal Nacional: causa de mau-humor

A primeira postagem

Iniciei um blog. Adivinha o motivo? Mau-humor.

Aqui em casa está tudo bem. A patroa continua linda e maravilhosa. Os filhos, principal causa de mau-humor caseiro, não os tive, não os tenho, não avento tê-los, por enquanto. Prefiro os dois felinos que neste momento me observam.

A razão do mau-humor? Todo o resto além do meu reduto. Hoje, por razões acadêmicas, preocupava-me em compreender as nuances do capital globalizado quando, para relaxar, resolvi assistir o Jornal Nacional, coisa que não fazia há tempos. Mais notícias “desinteressadas" sobre o processo contra Edir Macedo, mais um agente público preso por pedofilia, mais um protesto “fora Sarney” e mais um motivo para alardear a H1N1 influenza A, que tantos danos vem causando à imagem do inofensivo "sus domesticus". O Jornal Nacional é um saco, tal qual o mundo que retrata. O Jornal Nacional é careta, tal qual o cabelo do Bill Bonner. Prefiro a MTV, com o azul, outrora rosa, da MariMoon e as notícias by Bento e Calabresa.

Mau-humor é um resultado natural de se assistir o Jornal Nacional.

Como é a primeira postagem, uma breve explicação sobre meu nome. O Eddie tomei emprestado do mascote da banda Iron Maiden, para marcar posição na questão “gênero musical”, pois é muito provável que em postagens futuras revele meu mau-humor contra o axé, o sertanejo universitário, a bundamusic e afins. O Eddie também representa a raiva contra a caretice dos dias de hoje. O Sagan é uma homenagem à memória de Carl Sagan, que foi uma ilha de racionalidade e ceticismo em um mar de burrice e loucura religiosa.

Por hoje é só,
Eddie Sagan.